DIÁSPORA SANTOMENSE
Antes da independência nacional, a emigração santomense apresentava uma dimensão reduzida e estava fortemente condicionada pelo contexto colonial. Os fluxos migratórios eram limitados e direcionados sobretudo para territórios sob administração portuguesa e países da região, assumindo um caráter funcional, administrativo e político.
Após a independência, a emigração santomense conheceu uma expansão significativa, tornando-se um fenómeno estrutural da sociedade. A mobilidade passou a ser motivada por fatores económicos, educativos e profissionais, dando origem a comunidades numerosas e diversificadas no exterior.
Dona Simoa Godinho é considerada a primeira emigrante de São Tomé e Príncipe em Portugal. Nascida em SãoTomé, descendente de portugueses e de naturais da ilha, foi grande proprietária agrícola e negociante de açúcar, vindo a falecer em Lisboa, onde ficou conhecida como benemérita da Misericórdia e edificadora da capela do Espírito Santo, na respetiva igreja, da autoria de Jerónimo de Ruão.
Negra, segundo as fontes que a referem, herdou dos avós e dos pais uma considerável fortuna constituída por duas grandes fazendas dedicadas, como as demais, à cultura açucareira com recurso a mão-de-obra escrava, a do Rio do Ouro e a de São Bento. Veio a casar com Luís de Almeida, escudeiro fidalgo da casa do rei, sobrinho de Baltasar de Almeida, feitor do trato dos escravos na ilha.
O marido, que já era dono da fazenda do Rio do Lagarto, comprou em 1565 o senhorio e a capitania da ilha de Ano Bom. Em 1570 foi-lhe atribuída em sesmaria uma grande extensão de terra contígua à sua fazenda, para serventia desta na produção de açúcar. O casal comprou ainda outra fazenda a um proprietário local.
Figura de referência na área da saúde, com percurso académico e profissional desenvolvido em Portugal.
Um dos primeiros poetas são-tomenses, reconhecido pela sua produção literária e sensibilidade social.
Contribuiu para o conhecimento científico e técnico ligado à agricultura e ao desenvolvimento rural.
Voz marcante da literatura são-tomense, com obra reconhecida no espaço lusófono.
Figura relevante da poesia e do pensamento cultural santomense.
Figura central da cultura e da identidade nacional são-tomense, com contributo relevante na literatura, educação.
Intelectual de referência do pensamento africano de expressão portuguesa.
Figura histórica da vida política são-tomense, com percurso académico e político desenvolvido no exterior.
Associação sem fins lucrativos que promove a solidariedade, apoio e intercâmbio entre os santomenses residentes no estrangeiro e a sociedade civil em São Tomé e Príncipe.
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